Incidência de doenças do coração em mulheres já é maior que em homens

Crédito foto: Eu vi em LinharesNa semana em que se comemora o Dia Internacional da Mulher um dado preocupante tem chamado atenção dos profissionais de cardiologia. Existe um número crescente de mulheres com problemas cardíacos graves conforme as últimas estatísticas. De acordo com a Sociedade Brasileira de Cardiologia, já não há diferença entre homens e mulheres que sofrem infarto no Brasil. Porém, um fator preocupante é que o risco de morte no infarto é 34% maior nas mulheres. O alerta é do Médico Sérgio Téran.

As possíveis causas que levam a um maior índice de mortalidade por doenças cardíacas nas mulheres, segundo Téran, são o estilo de vida moderno, a diferença nos sintomas e a falta de acompanhamento médico. “Hoje em dia, a mulher geralmente acumula vários papéis: trabalha fora, cuida da casa e da família. O ritmo acelerado a expõe ao estresse e favorece hábitos pouco saudáveis, como sedentarismo e má alimentação, que levam ao sobrepeso e à obesidade”, explica.

Outros fatores de risco apontados médico são o uso de anticoncepcionais ou reposição hormonal na menopausa, estes quando associados ao uso do cigarro e outras doenças aumentam o risco de infarto. “Nesses casos os riscos cardiovasculares são triplicados”, afirma. As principais doenças que aumentam a predisposição para desenvolver cardiopatias em mulheres são: diabetes, pressão alta, alteração nas taxas de colesterol e obesidade.
Doutor Sérgio diz que o melhor remédio ainda é a prevenção e o diagnóstico precoce, inclusive para mulheres jovens, evitando assim as doenças ou maiores consequências. “A avaliação deve ser iniciada aos 30, 35 anos, para pacientes saudáveis. Nos casos onde há histórico familiar importante de doenças do coração, a genética pode influenciar no aparecimento precoce da doença e logo a avaliação deve ser antecipada”, enfatiza.

Diferença de gêneros e de sintomas

Sérgio Téran destacou a necessidade do alerta para os sintomas. Segundo ele as mulheres podem apresentar sintomas muito diferentes dos homens. O sintoma característico do infarto é uma forte dor no peito que pode se irradiar para os braços e pescoço, acompanhada de náuseas e suor intenso. Comumente, as mulheres apresentam sintomas inespecíficos para o infarto, como dores nas costas, cansaço aos esforços, fraqueza, dores gástricas e falta de ar, explica Téran. Ele disse ainda que os sinais nas mulheres são menos evidentes e podem ser facilmente confundidos com outras doenças, ocasionando uma demora na identificação de um problema cardiovascular. Ou seja: quando a paciente descobre a doença, ela já evoluiu.

Previna-se!

80% dos ataques cardíacos e infartos prematuros podem ser evitados. Portanto, é preciso ter atenção para as recomendações abaixo:
Faça uma avaliação anual com o cardiologista, principalmente a partir dos 30, 35 anos;
No climatério e após a menopausa, redobre a atenção, pois os índices de infarto aumentam;
Siga uma dieta balanceada, reduzindo o sal e o açúcar;
Pratique regularmente exercícios físicos – pelo menos 30 minutos de atividade física diária;
Consulte periodicamente a ginecologista para uso correto de anticoncepcionais;
Não fume.

Matéria publicada no portal ES HOJE. Link: http://www.eshoje.jor.br/_conteudo/2017/03/noticias/saude/48526-incidencia-de-doencas-do-coracao-em-mulheres-ja-e-maior-que-em-homens.html e no portal Eu vi em Linhares, link: http://www.euviemlinhares.net/noticia/8546/cat/235/infarto-risco-de-morte-e-maior-em-mulheres.html

 

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